Tendência aumenta riscos graves à saúde física e mental.
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O hábito da automedicação entre os jovens tem atingido níveis preocupantes. Uma pesquisa da empresa de inteligência de dados Timelens mostra que, nos últimos cinco anos, as buscas online por “remédios para dormir que não precisam de receita” cresceram 1.450%. O dado revela uma tendência perigosa de buscar soluções rápidas para ansiedade e insônia, sem diagnóstico médico adequado.
A medicalização da saúde mental reforça esse cenário. Segundo a Anvisa, o consumo de ansiolíticos como o Lorazepam aumentou mais de 50% na última década, tornando seu uso cada vez mais comum e incentivando o consumo por conta própria.
O uso indiscriminado de medicamentos pode causar intoxicação, insuficiência hepática ou renal, arritmias e até depressão respiratória. O Brasil registra cerca de 20 mil mortes anuais ligadas à automedicação, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), reforçando assim a gravidade do problema.
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