Expansão agrícola, avanço urbano e manejo incorreto estão entre as causas, segundo especialistas
Foto - Reprodução internet
O número de ataques de abelhas tem crescido de forma preocupante no Oeste Paulista. Em três anos, os registros de acidentes mais que dobraram, saltando de 75 casos em 2022 para 171 em 2024, segundo dados do Ministério da Saúde.
Somente neste ano, 98 casos já foram registrados até o fim de setembro nas 56 cidades da região de Presidente Prudente.
O aumento nas ocorrências acende um alerta no Corpo de Bombeiros, que reforça a importância de evitar qualquer tipo de aproximação de colmeias e chamar o socorro especializado em caso de enxames em áreas urbanas.
Segundo especialistas, o aumento dos casos está diretamente relacionado ao avanço da agricultura sobre os habitats naturais das abelhas, o que força os insetos a buscarem abrigo em áreas urbanas. O crescimento das cidades em direção à zona rural e o manejo incorreto durante a retirada de colmeias também têm contribuído para os ataques.
O alerta ganhou força após a morte de um homem no distrito de Primavera, em Rosana (SP), na última quinta-feira (23).
Segundo os bombeiros, a vítima fazia a manutenção de um ar-condicionado quando foi atacada por um enxame e caiu de uma altura de cerca de quatro metros.
O homem chegou a ser socorrido e levado ao pronto-socorro, mas não resistiu aos ferimentos. Outras pessoas próximas também foram atacadas, porém sem gravidade.
O Corpo de Bombeiros orienta que, ao identificar uma colmeia, a população não tente remover os insetos. A recomendação é isolar a área e acionar o atendimento pelo telefone 193.
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