Reuniões entre Prefeitura, Bombeiros e órgãos ambientais buscam novas estratégias para conter o fogo que persiste há 20 dias e afeta escola próxima.
Foto - Secom
Nesta segunda-feira (3), foram realizadas duas reuniões para discutir novas estratégias de enfrentamento ao incêndio subterrâneo no Parque Furquim, na zona leste de Presidente Prudente. O local, que serviu como lixão municipal na década de 1990, segue liberando fumaça há mais de 20 dias.
Os encontros reuniram representantes da Prefeitura, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Ambiental. Segundo o 1º tenente PM Ribas, comandante das Estações do Corpo de Bombeiros, o incêndio em profundidade é sem precedentes e de dimensão ainda desconhecida. Um sobrevoo com drone térmico revelou uma ampla área de calor subterrâneo.
De acordo com o vice-prefeito, José Osanam, pesquisadores da Unesp foram acionados para auxiliar na análise do fenômeno. “Eles relataram que não há registros de incêndios desse tipo em Prudente e, talvez, nem no Brasil”, afirmou. Já o secretário de Mobilidade Urbana, Adauto Bibiano, explicou que o subsolo funciona como um “forno”, com bolsões de ar que mantêm a combustão, mesmo após o despejo de mais de 1 milhão de litros de água e as fortes chuvas recentes.
Enquanto isso, o Sesi-SP, que mantém escola e Centro de Atividades (CAT) vizinhos à área afetada, cobrou providências imediatas dos órgãos públicos. Em ofício, a instituição afirma que o incêndio tem prejudicado cerca de 4 mil pessoas e que não há laudos técnicos que comprovem a não toxicidade da fumaça.
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