VEM intensifica combate à leishmaniose com borrifação em imóveis de Prudente
28/06/2026 14:19:20
Ações de prevenção e controle da doença, que tem como transmissor o mosquito-palha, são desenvolvidas no Jardim Balneário e Residencial Servantes 2
Foto: Gríssia Bueno/Secom
Em Presidente Prudente, a Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM) intensificou as ações de prevenção e controle da leishmaniose no Jardim Balneário e Residencial Servantes 2. As equipes realizaram, nesta sexta-feira (26), borrifação de inseticida nos imóveis para combater o mosquito-palha, transmissor da doença.
Para que o trabalho tenha a eficácia esperada, é importante que os moradores estejam em casa no dia e horário previamente agendados pela equipe da VEM.
A borrifação é feita nas paredes internas e externas dos imóveis. Em média, 16 residências receberam o serviço por dia. Ao todo, a ação contempla cerca de 300 imóveis localizados na área próxima ao primeiro caso humano de leishmaniose registrado em Prudente em 2026. O paciente, um homem, de 24 anos, recebeu atendimento e já teve alta hospitalar.
Além da aplicação do inseticida, as equipes estão realizando orientações aos moradores sobre a doença, as formas de prevenção e os cuidados necessários para eliminar ambientes que podem favorecer à proliferação do mosquito-palha. A Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) também está fazendo a coleta de sangue de cães para diagnóstico da leishmaniose visceral canina.
De acordo com dados da UVZ, em 2025 foram confirmados 387 casos de leishmaniose visceral canina (LVC) e três casos em humanos. Neste ano, já foram registrados 117 casos em cães e um caso em humano.
Orientações importantes
A Vigilância Epidemiológica reforça que a leishmaniose não é transmitida diretamente dos cães para as pessoas. A infecção ocorre exclusivamente pela picada da fêmea do mosquito-palha infectada. Por isso, manter quintais e terrenos limpos é uma medida importante para impedir a proliferação do vetor.
A recomendação é evitar o acúmulo de folhas secas, restos de poda, galhos, fezes de animais, lixo orgânico, entulhos e materiais armazenados em locais úmidos e sombreados, que favorecem a reprodução do mosquito.
Outra medida importante é o uso de coleiras repelentes específicas para leishmaniose nos cães, disponíveis em pet shops, que ajudam a reduzir o contato dos animais com o vetor.
Atenção redobrada
Os responsáveis devem ficar atentos aos sinais da doença nos cães, como emagrecimento, feridas de difícil cicatrização, queda de pelos, crescimento excessivo das unhas, perda de apetite, sangramentos nasais e alterações oculares.
Como alguns animais podem não apresentar sintomas, a realização de exames periódicos é importante para o diagnóstico precoce.