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Escolas de Prudente participam de Ação Articulada contra bullying e cyberbullying

04/09/2026 15:22:34

Encontro Interescolar, realizado no Teatro Paulo Roberto Lisbôa, reuniu unidades participantes do projeto, iniciativa da Defensoria Pública do Estado, e que mostraram conteúdos produzidos com a temática

Foto: Ananias Pinheiro/Secom

Em Presidente Prudente, a Secretaria Municipal de Educação (Seduc) e a Coordenadoria Municipal da Pessoa com Deficiência participaram da Ação Articulada contra o bullying e cyberbullying – Cultura de Paz nas Escolas. A iniciativa é da Defensoria Pública do Estado de São Paulo e articulado pela defensora pública Giovana Devito dos Santos Rota. 

E, nesta quinta-feira (3), no Teatro Paulo Roberto Lisbôa, no Centro Cultural Matarazzo, ocorreu um Encontro Interescolar, que reuniu as escolas participantes do projeto que mostraram os conteúdos produzidos durante o ano, com a temática bullying, cyberbullying e violências. 

O município de Presidente Prudente foi representado pelas escolas municipais Rui Carlos Vieira Berbet, do Brasil Novo, e Professora Francisca de Almeida Góes Brandão, da Vila Liberdade, com o projeto escolar de prevenção e enfrentamento ao bullying e apresentação de paródia. 

Também realizaram apresentações os alunos do Sesi do Parque Furquim, Instituto de Educação (IE) Fernando Costa, Colégio Cotiguara e as Escolas Estaduais Clotilde Veiga de Barros, do Jardim Santana, e Doutor José Foz, da Vila Marcondes. 

Ação integrada
A defensora pública Giovana Devito dos Santos Rota destaca que o projeto está em seu terceiro ano e como a iniciativa surgiu em Prudente. “A Defensoria Pública recebeu uma demanda relacionada a relatos de violência e a muitas questões que envolvem discriminação no espaço escolar. Há pessoas que se sentem tão fora de um lugar de pertencimento que acabam até evadindo desse local. E não é simplesmente que a pessoa saiu, ela foi, na verdade, expulsa daquele espaço. Isso vai além e acontece em razão do racismo, da homotransfobia, da discriminação contra as mulheres, da diminuição, da humilhação e dessa ideia do mito da supremacia masculina. São muitas questões que envolvem, inclusive, a violência sexual”, explica a defensora pública. 

Ainda, conforme Giovana Devito dos Santos Rota, a Defensoria se movimentou para entender um pouco melhor o espaço escolar, compreender as necessidades, se aproximar e dialogar. “Posteriormente, promoveu esse encontro interescolar, que representa o fechamento de um trabalho iniciado em março, com reuniões com a Seduc e com a Coordenadoria da Pessoa com Deficiência”, acrescenta a defensora pública. 

“Tanto a Seduc quanto a Unidade Regional de Ensino indicam escolas que seriam mais adequadas e importantes para participar do projeto. Não fazemos isso em grande volume. Nossa metodologia trabalha com cerca de cinco, ou um pouco mais de cinco escolas por vez, em cada ação anual. Nossa intenção é progredir com esse projeto, ampliar as parcerias e trazer mais pessoas que compõem o sistema de Justiça para oferecer apoio à gestão, à percepção de Justiça Restaurativa e ao diálogo no espaço escolar. Queremos também evitar a judicialização das demandas do ambiente escolar, porque a judicialização muitas vezes causa estigma e marca o estudante. Estamos falando de pessoas em formação e em construção”, ressalta Giovana Devito dos Santos Rota. 

O coordenador municipal da Pessoa com Deficiência, Salvador Cruz Neto, enfatiza a contribuição da pasta no projeto. “A coordenadoria participa dessa iniciativa trazendo ações em conjunto com a Defensoria e com os alunos nas escolas. Lá no começo, quando fizemos as primeiras visitas para conversar com os estudantes, falamos sobre bullying e cyberbullying e apresentamos a proposta do que seria desenvolvido hoje. A partir dessas vivências, a coordenadoria trouxe um pouco da experiência que tem sobre a pessoa com deficiência, inclusão e a importância de quebrarmos o olhar preconceituoso em relação aos diferentes corpos e às diferenças entre os jovens”, pontua Salvador Cruz Neto.

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