Presidente Prudente - SP Sobre Anuncie
Prudente News

Investigados na Operação Narco são soltos após decisão do TRF-3

20/08/2026 13:11:09

Entre os liberados está o influenciador Buzeira, que estava preso desde maio no CDP de Caiuá; Justiça reconheceu excesso de prazo e determinou cumprimento de medidas cautelares

Foto: Governo de São Paulo

Os principais investigados na Operação Narco, incluindo o influenciador Bruno Alexander Souza Silva, conhecido como Buzeira, foram colocados em liberdade, nesta quarta-feira (19), após decisão da Justiça Federal. 

Os habeas corpus apresentados pelas defesas foram julgados conjuntamente pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que reconheceu excesso de prazo na manutenção das prisões e determinou a soltura dos investigados mediante medidas cautelares. Buzeira estava preso desde maio no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá (foto). 

Os advogados alegaram que os investigados não tiveram acesso integral às provas utilizadas na apuração. Segundo as defesas, mais de 10 terabytes de arquivos armazenados em HDs externos e entregues pela Polícia Federal estavam corrompidos, incluindo conversas de WhatsApp, vídeos e registros de transações financeiras. 

Além de Buzeira, foram beneficiados Davidson Praça Lopes, Francisco Rafael Rodrigues da Silva e Rodrigo de Paula Morgado, investigados por suspeita de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Entre as medidas impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o país. 

Investigação federal
Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal  (MPF), Buzeira teria utilizado casas de apostas on-line, criptomoedas, pessoas interpostas e empresas de fachada para movimentar e ocultar recursos que, conforme a investigação, seriam provenientes do tráfico de drogas. 

O MPF afirma que, entre agosto de 2023 e março de 2025, o influenciador teria enviado pelo menos US$ 15 milhões em criptoativos a Rodrigo de Paula Morgado. 

As acusações ainda serão analisadas pela Justiça, e a decisão que determinou a soltura não representa absolvição dos investigados.

Compartilhe: