Homem, de 58 anos, morre por leishmaniose em Salmourão; caso é o 2º de SP em 2026
24/09/2026 12:50:56
Morte ocorreu em julho, mas foi incluída somente nesta semana nas estatísticas estaduais; Secretaria de Saúde do município, na Nova Alta Paulista, realizou ações de orientação no bairro onde vítima morava
Foto: Instagram/Prefeitura de Salmourão
A Secretaria Municipal de Saúde, de Salmourão, confirmou a morte de um homem, de 58 anos, por leishmaniose humana. O óbito ocorreu em julho, mas passou a constar apenas, nesta quarta-feira (23), nos dados do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado de São Paulo, que contabiliza dois óbitos pela doença em 2026.
O paciente estava internado no Hospital das Clínicas, em Marília, já tinha diagnóstico de leishmaniose e apresentava outras complicações de saúde, além de ser cardíaco.
Segundo a Prefeitura, este é o único caso de leishmaniose em humanos registrado em Salmourão, que fica na Nova Alta Paulista, no período considerado pelo boletim estadual e corresponde ao paciente que morreu.
Após a confirmação, a equipe municipal de vetores, acompanhada por uma veterinária da Prefeitura, realizou ações de manejo e orientação no bairro onde ele morava, com distribuição de materiais informativos aos moradores.
Manter asseio
Entre as recomendações estão evitar o acúmulo de materiais orgânicos, como folhas e galhos, manter os quintais limpos, não acumular lixo ou água e utilizar repelente.
Conforme informações do Ministério da Saúde, a leishmaniose visceral é uma zoonose crônica que afeta diferentes sistemas do organismo e, sem tratamento, pode levar à morte em até 90% dos casos.
A transmissão ocorre pela picada da fêmea infectada do flebotomíneo, conhecido popularmente como mosquito-palha, birigui ou tatuquira. No ciclo urbano, os cães têm papel importante como reservatórios do parasita, que pode ser transmitido ao inseto durante a picada e posteriormente chegar ao ser humano.
Entre os principais sintomas estão febre prolongada, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular e anemia. Como os sinais podem ser confundidos com os de outras doenças, a orientação é procurar atendimento médico diante de sintomas persistentes.
O diagnóstico pode ser feito por métodos imunológicos e parasitológicos. O tratamento para os casos humanos é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Momento de atenção
Além do óbito registrado em Salmourão, o Governo do Estado contabiliza outra morte por leishmaniose, em Fernandópolis, na região de São José do Rio Preto.
O primeiro óbito por leishmaniose visceral em São Paulo, neste ano, havia sido confirmado no mês de julho. A vítima era um homem, de 67 anos, que permaneceu internado por quase um mês em um hospital de Rio Preto.
Os dois casos passaram a integrar os registros estaduais da doença em 2026.