Vigilância de Zoonoses realiza plantão para exames de leishmaniose no Servantes II
03/07/2026 12:03:23
Ação, que será promovida, neste sábado, das 10h às 15h, integra as medidas de enfrentamento à LVC após confirmação do primeiro caso humano da doença neste ano em Prudente
Foto: Arquivo/Secom
A Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) promove, neste sábado (4), das 10h às 15h, um plantão no Residencial Servantes II, em Presidente Prudente, para coleta de sangue destinada ao diagnóstico da Leishmaniose Visceral Canina (LVC) e microchipagem de cães com seis meses de idade ou mais.
A ação será realizada na Rua Victório Andreasi Netto, no pátio da Capela Santo Expedito, e faz parte das medidas adotadas após a confirmação do primeiro caso humano da doença em 2026 no município. O paciente, um homem, de 24 anos, recebeu atendimento e já teve alta hospitalar.
O plantão é direcionado, principalmente, aos tutores que não podem receber as equipes durante as visitas domiciliares. “É importante que os responsáveis levem os animais ao plantão, especialmente aqueles que não conseguem permanecer em casa durante as visitas das nossas equipes”, orienta o gerente da UVZ, Romário da Silva.
Desde o fim de junho, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), intensificou as ações no Jardim Balneário e no Servantes II, onde também são realizadas orientações aos moradores e aplicação de inseticida em aproximadamente 300 imóveis para combater o mosquito-palha, transmissor da doença.
De acordo com a Vigilância de Zoonoses, em 2025 foram confirmados 387 casos de leishmaniose visceral canina e três casos humanos. Em 2026, até o momento, o município registra 117 casos da doença em cães e o primeiro caso humano.
Deixar tudo limpo
A leishmaniose não é transmitida diretamente do cão para as pessoas. A transmissão ocorre pela picada da fêmea do mosquito-palha infectada.
Por isso, manter quintais e terrenos limpos, sem o acúmulo de folhas secas, restos de poda, galhos, fezes de animais, lixo orgânico, entulhos e materiais armazenados em locais úmidos e sombreados, é uma das principais formas de prevenir a proliferação do vetor.
Outra medida recomendada é o uso de coleiras repelentes específicas para leishmaniose, disponíveis em pet shops, que ajudam a proteger os cães contra o mosquito transmissor.
Ficar atentos
Os responsáveis também devem ficar atentos aos sinais da doença nos animais, como emagrecimento, feridas na pele de difícil cicatrização, queda de pelos, crescimento excessivo das unhas, perda de apetite, sangramentos nasais e alterações oculares.
No entanto, alguns cães podem não apresentar sintomas, o que reforça a importância da realização periódica dos exames para o diagnóstico precoce.