Três usinas hidrelétricas da região passam por inspeção preventiva
28/07/2026 13:33:33
Testes operacionais são realizados pela CTG Brasil nas unidades Capivara, em Taciba, Taquaruçu, em Sandovalina, e Rosana, com aumento temporário da vazão e adoção de protocolos de segurança
Foto: AI da CTG Brasil
A CTG Brasil realiza até esta terça-feira (28) a Inspeção dos Órgãos de Descarga (IOD) das usinas hidrelétricas (UHE) Capivara, em Taciba, Taquaruçu, em Sandovalina, e de Rosana (foto), no rio Paranapanema.
O procedimento consiste na abertura total das comportas dos vertedouros, de forma individual ou em pares, nunca simultaneamente em sua totalidade, para verificar o funcionamento dos equipamentos e garantir a segurança, a confiabilidade e o desempenho operacional das hidrelétricas.
As atividades, que começaram, nesta segunda-feira (27), ocorrem até às 18h, com acompanhamento de equipes especializadas e em alinhamento com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Durante a inspeção, haverá aumento temporário da vazão das usinas. Na UHE Capivara, a defluência poderá atingir cerca de 3.400 metros cúbicos por segundo, ante uma vazão normal de até 1.449 m³/s. Na UHE Taquaruçu, a vazão poderá chegar a aproximadamente 4.030 m³/s, acima da operação habitual de até 2.420 m³/s. Já na UHE Rosana, a defluência poderá alcançar cerca de 4.270 m³/s, frente à vazão normal de até 2.104 m³/s.
Segundo a companhia, todos os volumes vão permanecer dentro dos limites operacionais considerados seguros.
Manutenção preventiva
A inspeção integra o cronograma anual de manutenção preventiva da CTG Brasil e é realizada antes do período chuvoso para assegurar que os equipamentos estejam aptos a operar em situações de maior demanda.
“A inspeção dos órgãos de descarga é uma etapa fundamental da nossa estratégia de prevenção. Ao testar cada comporta em sua abertura total, verificamos o pleno funcionamento dos equipamentos e reforçamos a segurança operacional da usina, principalmente em preparação para o período chuvoso”, destaca o gerente de Engenharia de Operação da CTG Brasil, Paulo Henrique Libraiz.
A empresa mantém sinalização de restrição de acesso às áreas localizadas abaixo das barragens e, antes da abertura das comportas, aciona um sinal sonoro de alerta para orientar pessoas que estejam próximas às áreas de risco.